Thursday, February 18, 2016

"Mas o sol, inclinando a rutila capela:/Pesa-me esta brilhante aureola de nume.../Enfara-me esta azul e desmedida umbela.../Porque não nasci eu um simples vaga-lume?" (Circulo Vicioso, Machado de Assis)

Gostei muito deste poema porque mostra um assunto bem humano por objetos inanimados.  Ele usa muitas estratégias interessantes para mostrar que todo mundo quer o que não pode ter.  Machado usa varias figuras de linguagem para demonstrar esta ideia, como personificação, metáfora, anafora, etc.  O exemplo mais óbvio e personificação porque cada "personagem" no poema - a vaga-lume, a estrela, a lua e o sol - mostra ciume e fala dos seus sentimentos, como se fosse uma pessoa.

Outro exemplo interessante de uma figura de linguagem aqui e anafora.  Se usa anafora em frases aparecidas com o começo da situação em cima "mas o sol", "mas a lua" e "mas a estrela".  Esta repetição cria o circulo vicioso.  A repetição também da ênfase ao fato de que todo mundo se encontra nesta mesma situação de querer o que os outros tem.  Esta citação especialmente mostra que e um circulo mesmo: as "pessoas" em cima fazem parte também, querendo a simplicidade que as pessoas embaixo não querem.
Mas o sol, inclinando a rútila capela:

Pesa-me esta brilhante auréola de nume...
Enfara-me esta luz e desmedida umbela...
Por que não nasci eu um simples vagalume?"...

Leia mais: http://www.luso-poemas.net/modules/news03/article.php?storyid=1009 © Luso-Poemas
Mas o sol, inclinando a rútila capela:

Pesa-me esta brilhante auréola de nume...
Enfara-me esta luz e desmedida umbela...
Por que não nasci eu um simples vagalume?"...


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Mas o sol, inclinando a rútila capela:

Pesa-me esta brilhante auréola de nume...
Enfara-me esta luz e desmedida umbela...
Por que não nasci eu um simples vagalume?"...


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