Gostei muito deste poema porque mostra um assunto bem humano por objetos inanimados. Ele usa muitas estratégias interessantes para mostrar que todo mundo quer o que não pode ter. Machado usa varias figuras de linguagem para demonstrar esta ideia, como personificação, metáfora, anafora, etc. O exemplo mais óbvio e personificação porque cada "personagem" no poema - a vaga-lume, a estrela, a lua e o sol - mostra ciume e fala dos seus sentimentos, como se fosse uma pessoa.
Outro exemplo interessante de uma figura de linguagem aqui e anafora. Se usa anafora em frases aparecidas com o começo da situação em cima "mas o sol", "mas a lua" e "mas a estrela". Esta repetição cria o circulo vicioso. A repetição também da ênfase ao fato de que todo mundo se encontra nesta mesma situação de querer o que os outros tem. Esta citação especialmente mostra que e um circulo mesmo: as "pessoas" em cima fazem parte também, querendo a simplicidade que as pessoas embaixo não querem.
Mas o sol, inclinando a rútila capela:
Pesa-me esta brilhante auréola de nume...
Enfara-me esta luz e desmedida umbela...
Por que não nasci eu um simples vagalume?"...
Leia mais: http://www.luso-poemas.net/modules/news03/article.php?storyid=1009 © Luso-Poemas
Pesa-me esta brilhante auréola de nume...
Enfara-me esta luz e desmedida umbela...
Por que não nasci eu um simples vagalume?"...
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Mas o sol, inclinando a rútila capela:
Pesa-me esta brilhante auréola de nume...
Enfara-me esta luz e desmedida umbela...
Por que não nasci eu um simples vagalume?"...
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Pesa-me esta brilhante auréola de nume...
Enfara-me esta luz e desmedida umbela...
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Mas o sol, inclinando a rútila capela:
Pesa-me esta brilhante auréola de nume...
Enfara-me esta luz e desmedida umbela...
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Pesa-me esta brilhante auréola de nume...
Enfara-me esta luz e desmedida umbela...
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