Thursday, February 25, 2016
Thursday, February 18, 2016
"Mas o sol, inclinando a rutila capela:/Pesa-me esta brilhante aureola de nume.../Enfara-me esta azul e desmedida umbela.../Porque não nasci eu um simples vaga-lume?" (Circulo Vicioso, Machado de Assis)
Gostei muito deste poema porque mostra um assunto bem humano por objetos inanimados. Ele usa muitas estratégias interessantes para mostrar que todo mundo quer o que não pode ter. Machado usa varias figuras de linguagem para demonstrar esta ideia, como personificação, metáfora, anafora, etc. O exemplo mais óbvio e personificação porque cada "personagem" no poema - a vaga-lume, a estrela, a lua e o sol - mostra ciume e fala dos seus sentimentos, como se fosse uma pessoa.
Outro exemplo interessante de uma figura de linguagem aqui e anafora. Se usa anafora em frases aparecidas com o começo da situação em cima "mas o sol", "mas a lua" e "mas a estrela". Esta repetição cria o circulo vicioso. A repetição também da ênfase ao fato de que todo mundo se encontra nesta mesma situação de querer o que os outros tem. Esta citação especialmente mostra que e um circulo mesmo: as "pessoas" em cima fazem parte também, querendo a simplicidade que as pessoas embaixo não querem.
Gostei muito deste poema porque mostra um assunto bem humano por objetos inanimados. Ele usa muitas estratégias interessantes para mostrar que todo mundo quer o que não pode ter. Machado usa varias figuras de linguagem para demonstrar esta ideia, como personificação, metáfora, anafora, etc. O exemplo mais óbvio e personificação porque cada "personagem" no poema - a vaga-lume, a estrela, a lua e o sol - mostra ciume e fala dos seus sentimentos, como se fosse uma pessoa.
Outro exemplo interessante de uma figura de linguagem aqui e anafora. Se usa anafora em frases aparecidas com o começo da situação em cima "mas o sol", "mas a lua" e "mas a estrela". Esta repetição cria o circulo vicioso. A repetição também da ênfase ao fato de que todo mundo se encontra nesta mesma situação de querer o que os outros tem. Esta citação especialmente mostra que e um circulo mesmo: as "pessoas" em cima fazem parte também, querendo a simplicidade que as pessoas embaixo não querem.
Mas o sol, inclinando a rútila capela:
Pesa-me esta brilhante auréola de nume...
Enfara-me esta luz e desmedida umbela...
Por que não nasci eu um simples vagalume?"...
Leia mais: http://www.luso-poemas.net/modules/news03/article.php?storyid=1009 © Luso-Poemas
Pesa-me esta brilhante auréola de nume...
Enfara-me esta luz e desmedida umbela...
Por que não nasci eu um simples vagalume?"...
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Mas o sol, inclinando a rútila capela:
Pesa-me esta brilhante auréola de nume...
Enfara-me esta luz e desmedida umbela...
Por que não nasci eu um simples vagalume?"...
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Pesa-me esta brilhante auréola de nume...
Enfara-me esta luz e desmedida umbela...
Por que não nasci eu um simples vagalume?"...
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Mas o sol, inclinando a rútila capela:
Pesa-me esta brilhante auréola de nume...
Enfara-me esta luz e desmedida umbela...
Por que não nasci eu um simples vagalume?"...
Leia mais: http://www.luso-poemas.net/modules/news03/article.php?storyid=1009 © Luso-Poemas
Pesa-me esta brilhante auréola de nume...
Enfara-me esta luz e desmedida umbela...
Por que não nasci eu um simples vagalume?"...
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Friday, February 12, 2016
"E eis-me com aquela coisa cor-de-rosa, de aparência tão inocente,
tornando possível o mundo impossível do qual já começara a me dar conta.
- Com delicadeza, terminei afinal pondo o chicle na boca.
- E agora que é que eu faço? - Perguntei para não errar no ritual que certamente deveira haver." (Medo da Eternidade, Clarice Lispector)
Nesta cronica a protagonista, quando era menina, provou chiclete pela primeira vez. Sendo cronica, e muito simples a historia e se trata de um assunto muito cotidiano. Eu acho interessante que a historia acontece no ponto de vista de uma menina, e por isso um assunto pequeno e simples vira uma manifestacao de medo e uma analogia da eternidade.
Ainda na perspectiva da menina, ela fala como se esta situacao fosse muito seria. Ela imagina que o uso de chiclete involve um "ritual", e refere ao chiclete como uma coisa "tao inocente, tornando possivel o mundo impossivel". E incrivel que esta cronica e humorosa (porque a menina entende a chiclete de uma maneira tao diferente) e seria ao mesmo tempo porque presenta uma licao interessante sobre a eternidade.
- Com delicadeza, terminei afinal pondo o chicle na boca.
- E agora que é que eu faço? - Perguntei para não errar no ritual que certamente deveira haver." (Medo da Eternidade, Clarice Lispector)
Nesta cronica a protagonista, quando era menina, provou chiclete pela primeira vez. Sendo cronica, e muito simples a historia e se trata de um assunto muito cotidiano. Eu acho interessante que a historia acontece no ponto de vista de uma menina, e por isso um assunto pequeno e simples vira uma manifestacao de medo e uma analogia da eternidade.
Ainda na perspectiva da menina, ela fala como se esta situacao fosse muito seria. Ela imagina que o uso de chiclete involve um "ritual", e refere ao chiclete como uma coisa "tao inocente, tornando possivel o mundo impossivel". E incrivel que esta cronica e humorosa (porque a menina entende a chiclete de uma maneira tao diferente) e seria ao mesmo tempo porque presenta uma licao interessante sobre a eternidade.
Thursday, February 4, 2016
"...compreende que por um instante
encarnou de fato o lavrador, que involuntária e inconscientemente, por
uma trapaça do destino, tornou-se o próprio lavrador pelo que aquele
vulto veio anunciar; compreende tudo num segundo..." (Estão apenas Ensaiando, Bernardo Carvalho, 4)
Durante todo este conto, escrito por Bernardo Carvalho, existe um contraste grande entre o mundo real e o ensaio. Este contraste e feito primeiramente pela frase "estao apenas ensaiando". Quase toda vez que os atores comecam a ensaiar esta frase parece, deixando claro que o que eles estao falando e fazendo nao sao reais. E so uma pratica. A "realidade" esta longe, esta afora da porta. Mas, com a entrada do homem pela porta a realidade severa vem bem mais perto. Eu acho que o homem mesmo pode ser uma representacao da realidade.
O leitor não esta preparado para os dois mundos se combinarem. O autor usa muita repetição durante o conto todo para emfatizar a surpresa deste descobrimento no final. Neste momento da citação, o mundo do ensaio (da peca) combina com o mundo real muito rapidamente. A realidade da morte entra no palco, e também a emoção que deve estar no palco entra na plateia. A informação da morte da mulher junta a linguagem da peca (que um ator acha antiga e irrelevante) com os sentimentos deste mesmo ator.
Durante todo este conto, escrito por Bernardo Carvalho, existe um contraste grande entre o mundo real e o ensaio. Este contraste e feito primeiramente pela frase "estao apenas ensaiando". Quase toda vez que os atores comecam a ensaiar esta frase parece, deixando claro que o que eles estao falando e fazendo nao sao reais. E so uma pratica. A "realidade" esta longe, esta afora da porta. Mas, com a entrada do homem pela porta a realidade severa vem bem mais perto. Eu acho que o homem mesmo pode ser uma representacao da realidade.
O leitor não esta preparado para os dois mundos se combinarem. O autor usa muita repetição durante o conto todo para emfatizar a surpresa deste descobrimento no final. Neste momento da citação, o mundo do ensaio (da peca) combina com o mundo real muito rapidamente. A realidade da morte entra no palco, e também a emoção que deve estar no palco entra na plateia. A informação da morte da mulher junta a linguagem da peca (que um ator acha antiga e irrelevante) com os sentimentos deste mesmo ator.
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