"A vida não me chegava pelos jornais nem pelos livros/Vinha da boca do povo na língua errada do povo/Língua certa do povo/Porque ele é que fala gostoso o português do Brasil" (Evocação de Recife, Manuel Bandeira)
Eu achei este poema muito interessante porque não e convencional. Também o conteúdo do poema não e convencional.
É
único porque fala de lembranças especificas e cotidianas do autor como rapaz, não de ideias grandes e complexas como o amor ou a sociedade. Também, a forma não e convencional porque não tem esquema de rima, nem padrão de sílabas.
Nesta citação específica Bandeira usa antítese na parte que fala "[a] língua errada do povo/Língua certa do povo" para mostrar que mesmo que as pessoas ao redor dele estejam falando "errado", era perfeito e "gostoso" porque era a forma em que as pessoas que ele amava falavam. Tudo neste poema talvez não seja convencional, mas
é exatamente o que Bandeira gosta. É tudo verdade, real e pessoal.
No comments:
Post a Comment